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A Conmebol é a confederação sul americana de futebol, sendo a responsável por organizar as eliminatórias da Copa do Mundo, além de organizar as competições continentais de máxima importância para os clubes, Copa Sul Americana e Libertadores, assim como a UEFA organiza Europa League, Champions League e as eliminatórias europeias.

Uma das peculiaridades do futebol é dividir o mundo em praticamente 6 continentes, já que Ásia, África, Oceania, Europa “respeitam” a geografia, mas a América está dividida entre Conmebol – América do Sul e Concacaf – América Central e do Norte.

Seguindo o nosso Guia dividido por continentes, ou quase, vamos focar na já iniciada disputa pelas 4 vagas diretas para a Copa da Rússia 2018. Já o 5ºlugar terá que disputar contra o campeão da Oceania um lugar remanescente para o Mundial.

Neste momento as 10 seleções já jogaram 6 rodadas das 18. O sistema de pontos corridos em ida e volta, facilita o entendimento da disputa. A classificação momentânea é:
1ºUruguai 13
2ºEquador 13
3ºArgentina 11
4ºChile 10
5ºColômbia 10
6ºBrasil 9
7ºParaguai 9
8ºPeru 4
9ºBolívia 3
10ºVenezuela 1

Os próximo jogos serão disputados no dia 01 e 02.09, a constar:
Bolívia x Peru
Colômbia x Venezuela
Equador x Brasil
Argentina x Uruguai
Paraguai x Chile

Nesse momento a classificação está equilibrada e é muito difícil fazer previsões, logo a projeção se torna difícil, mas a Copa América é um bom parâmetro, além dos locais dos jogos, onde países adversários conseguem pressionar com suas torcidas próximas.

Vejamos um rápido panorama de cada nação:
Uruguai
A Celeste Olímpica tão tradicional pelos títulos olímpicos de 1924 e 1928 como o próprio nome já diz, além das Copas do Mundo de 1930 e 1950 deve se classificar para o Mundial. O país não é tão populoso, mas respira futebol e mesmo após o fracasso na Copa América e o duríssimo confronto contra a Argentina, a classificação direta é provável. A equipe mistura força de vontade, desejo com aplicação tática e muitos jogadores talentosos que resolvem o problema no seu “gênio individual” como Suárez, Cavani e Stuani, jogadores de frente que completam o brio defensivo e a forte marcação, dando cancha ao país.

Equador
A seleção do jogador Cazares, atleta do Atlético-MG, tem sua força na altitude e no “caldeirão” que a torcida transforma o estádio em seus jogos, as surpreendentes vitórias diante da Argentina, fora de casa e do Uruguai dão 6 pontos que realmente os equatorianos não esperavam. Entretanto, será difícil manter esse patamar, os próximos confrontos prometem ser duros contra Brasil e Peru, mas a seleção quer mostrar que não está bem colocada por acaso. Resta saber até onde podem ir, talvez uma vaga na repescagem, mas a possibilidade de um revés que tirem os equatorianos do mundial não podem ser descartados. Essa oscilação ocorreu na Copa América, após uma boa classificação na 1ªfase, segurando o Brasil e uma derrota para a limitada seleção norte-americana.

Argentina
A seleção da Argentina poderia ser convidada para a Copa do Mundo sem disputar as eliminatórias, tamanho o seu futebol rico, uma forma de jogar bonita e eficiente liderada pelo talentoso e criticado Messi. Além da boa pontuação, depois de enfrentar o Uruguai a tendência é somar mais 6 pontos diante de Venezuela e Peru, ambos fora de casa. Apesar do dramático vice campeonato na Copa América, a Argentina deve evoluir e estaria totalmente pronta se o Mundial fosse jogado ainda esse ano.

Chile
É o país que melhor estudou e evoluiu no futebol de todo o continente americano. Seu histórico de “incomodar” de vez em quando ou esperar gerações iluminadas com jogadores como Salas ou Ivan Zámorano, virou passado. Os campeões da Copa América tem uma seleção jogando um futebol vistoso, bonito que merece estar na Copa do Mundo. A organização tática, o modelo de jogar, aliado a entrega chilena e ao apoio da torcida, fazem com que o Chile seja cada vez mais cotado a avançar também no próprio Mundial.
Os resultados ruins quando enfrentaram concorrentes mais fortes (derrotas para Argentina 1 x 2, Uruguai 0 x 3 e o empate diante da Colômbia, 1 x 1), ficaram pra trás. Talvez os confrontos tenham tido experiências ou testes pensando no futuro, o que gerou frutos imediatos para Vargas, Vidal, Pinilla, Sánchez, Aranguiz e Medel. Caso continue vencendo os adversários mais limitados, a classificação será certa.

Colômbia
O histórico de fazer boas eliminatórias, mas decepcionar na Copa infelizmente é algo habitual. Entretanto o semifinalista da Copa América, carrega um baile de 5 x 0 sobre a Argentina de Maradona nas eliminatórias de 94 e um futebol moderno, bonito e de encher os olhos que encantaram na Copa do Mundo do Brasil. Certamente que James Rodríguez encontrará o eixo para carimbar a passagem aérea colombiana para Rússia. O mencionado estilo de jogar mudou de um jogo faltoso e brusco para uma compreensão tática “a lá Europa”, misturada com a habilidade individual Sul-Americana.

Paraguai
A seleção é discreta e renovada, não lembra em nada a geração de Arce e Gamarra que deu trabalho no Mundial da França em 1998. Entretanto, o Paraguai também não quer lembrar o vexame da última eliminatória, onde esteve sempre sem chances de classificação e na “lanterna”. Colocação esta que foi similar na Copa América frente a Estados Unidos, Colômbia e Costa Rica, esta cedeu o ponto de honra aos paraguaios. Nas atuais condições, melhorar a posição é um sinal que as coisas podem mudar no futuro.

Peru
O Peru, do técnico Ricardo Gareca conta com Farfán, Yotún, Guerrero e Cueva para voltar a ser um adversário chato como na década de 70. Objetivo muito bem atingido na Copa América, onde a primeira colocação do grupo que incluía o Brasil, animou o país que deve ficar fora de mais um Mundial, já que o começo irregular o atrapalhou acumulando uma única vitória frente ao Paraguai.

Bolívia
O país não tem uma tradição ou organização recente, mas pode ser decisivo para os concorrentes, já que quem perder pontos para os bolivianos pode também ficar fora da viagem para a Rússia. Geralmente, os problemas “políticos” e financeiros, atrapalham a Bolívia que deve lembrar da vitória por 6 x 1 na Argentina em 2009 como um sonho, porém muito distante.

Venezuela
Depois de estar sempre entre as últimas colocadas, a seleção melhorou o seu histórico de resultados, mas quando estava cotada para postos intermediária sofreu 5 derrotas em 6 partidas, incluindo Bolívia e Paraguai, adversários com futebol de nível similar ao seu. A crise que o país vive atrapalha em todas as vertentes além dos esportes, mas também diretamente nesse contexto. A luz do fim do túnel seria a empolgação por terem chegado as Quartas-de-Final da Copa América, eliminando o Uruguai da competição.

“Em Cheio” – Os classificados de acordo com nossas análises serão:
Argentina, Chile, Brasil, Uruguai e via repescagem: Colômbia.

Antes de encerrar a notícia falaremos do país mais esperado, mas como bom anfitrião, preferimos falar de nosso próprio futebol por último.

O Brasil do novo técnico, Tite, se reerguerá e conseguirá a classificação, a acertada aposta no treinador que domina todos os aspectos do jogo, inclusive a gestão de pessoas e grupos.
Após o resultado adverso na Copa do Mundo e os placares pouco convincentes nas Eliminatórias e Copa América, a seleção precisava jogar com mais entrega e amor a camisa, o que ocorre individualmente, mas não conseguia transparecer no aspecto coletivo.

Uma crítica dura é verdade, mas não relacionada ao trabalho de um jogador específico, muito menos ao treinador Dunga, que quando foi comandante na Copa do Mundo fez uma campanha honrosa. Entretanto, a jovem seleção olímpica liderada por Weverton e Neymar conseguiu durante as Olimpíadas realizar essa transformação e jogou com energia que deve passar para o time principal.

Tite, sempre atencioso com a imprensa, paciente com os torcedores e competente, é um homem estudioso que monta equipes organizadas defensivamente e joga com primazia nos contra-ataques, o que também não quer dizer que o técnico seja um estrategista defensivo. Além do seus diversos estágios e cursos, Tite e sua comissão assistem a um jogo a cada dois dias, acompanhando 37 confrontos em 77 dias, ou seja, capacitação e desenvolvimento árduo. Todos esses fatores farão bem a qualquer país, principalmente ao Brasil, levemente defasado com a falta de cursos habituais para profissionais do futebol, além dos bons cursos de capacitação da CBF.

Ainda podemos dizer que o moderno treinador utiliza da tecnologia, o aplicativo WhatsApp é a fonte para enviar vídeos aos atletas, facilitando o entendimento do treino e das funções de cada um.

A missão do Brasil é difícil, a seleção canarinho tem alguns pontos de desvantagem na tabela para os ponteiros e jogará no pior alçapão da América do Sul, algo “tradicional” do futebol por estes lados, a pressão da torcida, além da altitude de 2850m do local do enfrentamento, Olímpico de Atahualpa, porém a vitória é possível.

Para a estreia Tite confirmou a seleção com Alisson, Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Marcelo; Casemiro, Renato Augusto, Paulinho; Willian, Gabriel Jesus e Neymar.

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