Inglaterra – Morecambe será gerido por brasileiro
02/09/2016
Futebol Brasileiro – Confira a retrospectiva da semana
04/09/2016

O apuramento para a Copa do Mundo no continente da Ásia está adiantado, isto é, pelo menos em relação ao número de fases. O torneio já se encontra na 3ªparte, conhecida como 2ªFase de Grupos. É neste momento crucial que são definidas as 4 seleções classificadas diretamente para a Rússia e o playoff entre os dois terceiros de cada grupo, definindo o último “sobrevivente” da Ásia.

Durante a 2ªFase não tivemos grandes surpresas, Arábia Saudita, Austrália, Irã, Catar, Japão, Tailândia, Coreia do Sul, Uzbequistão garantiram classificação direta. Dos 8 grupos, os melhores colocados (4) dentre os segundos lugares, avançaram também: China, Iraque, Emirados Árabes e Síria. Pelos recentes resultados a única contestação seria por parte dos torcedores iraquianos, ao verem seu país atrás da Tailândia.

Superada a 1ªFase de grupos, o momento é de analisar a divisão dos dois hexagonais. No Grupo A pela 1ªRodada, o Irã do técnico português Carlos Queiroz venceu o Catar, 2 x 0, já o Uzbequistão venceu o equilibrado confronto diante da Síria, 1 x 0 e finalmente a Coreia do Sul bateu a China por 3 x 2.

No Grupo B, a Arábia Saudita venceu a Tailândia por 1 x 0, a Austrália bateu o Iraque 2 x 0 e o Japão decepcionou ao ser surpreendido pelos Emirados Árabes 1 x 2, sendo a única equipe a perder em casa.

Conforme os resultados indicam, o Grupo A é formado por Irã, Catar, Uzbequistão, Síria, Coreia do Sul e China. O Grupo B é composto por Arábia Saudita, Tailândia, Austrália, Emirados Árabes, Japão e Iraque.

Dessa vez iremos “cravar” os palpites antes das análises. No Grupo A, acreditamos que Irã e Coreia do Sul se classificarão, enquanto a vaga dos playoffs será do Uzbequistão. Enquanto isso, no grupo B, Austrália e Arábia Saudita fazem a festa, deixando o Japão para a repescagem.

No dia 6 de Setembro, os confrontos ficaram assim determinados, pela 2ªRodada do Hexagonal:
China x Irã
Síria x Coreia do Sul
Catar x Uzbequistão
Iraque x Arábia Saudita
Tailândia x Japão
Emirados Árabes x Austrália

Começando então as justificativas das classificações:
China
O campeonato está cada vez mais forte e os salários do futebol mais “milionário”, porém os astros não são chineses, logo a oportunidade do desenvolvimento da seleção é mínima, assim o nível fica mais baixo, já que eles pouco entram em campo. O número de estrangeiros altos e nomes renomados fazem o campeonato com maior valor de mercado e mais atrativo, mas afeta diretamente o desempenho da China que já estava a 2 edições sem chegar até o Hexagonal.

Irã
A seleção do técnico português, Carlos Queiroz é forte e segura, muito organizada nas transições e recordando as fases sem bola da Copa do Mundo, a sua defesa é difícil de ser “quebrada”. A autonomia de trabalho do treinador tem sido importante para desenvolver o futebol em um país que admira muito esse esporte.

Síria
Chegar ao Hexagonal já é um feito para a Síria que passa por alguns conflitos na área da geopolítica. Estamos convictos que o rendimento da seleção será atrapalhado por estes motivos, além da falta de experiência em momentos decisivos. Os sírios contam com muitos atletas do futebol local.

Coreia do Sul
Ao lado do Irã possui uma das melhores seleções do Continente. Presente em Copas do Mundo consecutivamente desde 1986, os coreanos possuem jogadores que entendem as estratégias e são organizados assim como os japoneses, porém o diferencial fica por conta do repertório individual. Culturalmente, os coreanos são mais encorajados a arriscar e por isso seu futebol apresenta desequilíbrios baseado no talento individual também.

A melhor colocação foi em 2002, quando sediou a Copa ao lado do Japão e alcançou um improvável 4ºlugar, que não deve se repetir na Rússia. Os atletas principais jogam na Europa e tem a missão de liderar o grupo na classificação: Ji Dong-won (Augsburg), Suk Hyun-jun (FC Porto), Hwang Hee-Chan (Red Bull Salzburg), Son Heung-min (Tottenham), Lee Chung-yong (Crystal Palace), Ki Sung-yueng (Swansea), Koo Ja-cheol (Augsburg), Kim Jin-Su (Hoffenheim).

Catar
É uma verdadeira seleção de aluguel, o técnico uruguaio Carreño, convocou 27 atletas para as eliminatórias e o absurdo número de naturalizados chega a 13. O plano de levar o Catar ao Mundial de 2018 seria fortalecer o país para receberem o Mundial em 2022, mas caso a FIFA não vete, apresentar a primeira seleção naturalizada da história.

A estratégia já foi utilizada no Mundial de Handball, levando o Catar ao vice-campeonato, sem ter tradição nesse esporte. Voltando ao futebol, já conhecemos a seleção melhor do que imaginamos: O veterano Rodrigo Tabata, 35 anos, o volante Ceará, Emerson Sheik, Fábio César, que já foi capitão, Araújo e Renan Oliveira, já fizeram parte dos selecionáveis.

Uzbequistão
O país que também conta com um brasileiro na seleção, Luiz Nascimento, tem como destaques Denisov do Lokomotiv Moskow da Rússia e Turnusov, meio campo do Vorskla da Ucrânia. Na nossa previsão colocamos o time uzbeque na disputa entre terceiros lugares, mas não fomos nada simpáticos: Nos dois últimos Mundiais, a seleção chegou até aí, mas foi eliminado para Bahrein e Jordânia, respectivamente. Porém ambos ficaram fora na repescagem contra países de outros continentes.

Iraque
Por problemas de segurança, nem sempre o Iraque pode jogar em seu país, o que é triste, já que além dos homens, as mulheres também valorizam muito o futebol. Zico já chegou a comandar a seleção, que talvez não vá longe dessa vez como foi no passado: Campeão da Copa da Ásia em 2007, jogou a Copa das Confederação em 2009. Outros títulos são Copa Golfo 79 e 84, Asian Games 82, Copa dos Países da Arábia 85. Alguns feitos também são inesquecíveis para os iraquianos: Disputa da Copa de 86 e o 4ºlugar nos Jogos Olímpicos de 2004 no futebol.

Arábia Saudita
Um país com histórico recente de participações em Mundiais e presentes em 3 edições 1994 (8ºlugar), 1998 e 2002 (eliminada na 1ªfase) tenta reencontrar os seus melhores resultados como os títulos da Copa da Ásia de 1984, 1988 e 1996, além do mundial sub-17 de 1989 e Copa Golfo 1994, 2002 e 2004. Entrosamento não faltará, já que todos os sauditas convocados jogam no campeonato local.

Tailândia
É uma incógnita entender como a Tailândia chegou até essa fase. Essa “novidade” já deixa o país satisfeito. Nas últimas eliminatórias o clube terminou na lanterninha de uma fase anterior com apenas um ponto somado diante de Japão, Bahrein e Omã.

Japão
Os títulos da Copa da Ásia nas edições de 1992, 2000, 2004 e 2011 são os maiores feitos da seleção do Japão que a nível de Copa do Mundo está presente desde 1998. Tida então como uma seleção desorganizada, limitada, mas muito aplicada, os japoneses mudaram a história da forma de seu país jogar:  A nova geração conta com a inteligência japonesa para apresentar um futebol muito organizado, pensado e com obediência tática.

Uchida, Kagawa, Honda e Hasebe vão conduzir o Japão, porém a dificuldade encontrada para enfrentar rivais mais forte fisicamente ou mais altos são um problema. Se o aspecto coletivo é bom, Kagawa fica mais isolado quando falamos de um jogador com habilidade de desequilibrar uma partida. Por isso, acreditamos que o Japão sofrerá para se classificar para a Copa do Mundo.

Emirados Árabes
É uma seleção que chega com frequência ao Hexagonal, mas não consegue evoluir. Possui a maioria dos atletas no futebol local e o sonho de ir a Copa é inspirado na seleção de 90 que conseguiu o feito, mas acabou eliminado no grupo de Colômbia, Alemanha e a ex-Iugoslávia.

Austrália
É verdade que a Austrália não faz parte da Ásia, mas a federação solicitou a mudança em 2006, já que o país enfrentava adversários fracos, era campeão do continente, mas era eliminado na repescagem. A vitória por 31 x 0 contra Samoa Americana, sim, trinta e um a zero, maior triunfo entre seleções é prova disso.

Enfrentando adversários mais difícil, o Socceroos, como são apelidados conseguiram melhorar o nível do esporte no país e na seleção e ainda ir para a Copa do Mundo de 2010 e 2014 de forma direta, algo inédito se comparado as classificações de 2006 e 1974.

Seus feitos memoráveis são as boas participações na Copa das Confederações de 97 (2ºlugar) e 2001 (3ºlugar) e os títulos da Copa da Ásia (2015) e Copa das Nações (1980, 1996, 2000 e 2004).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *