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Os guias das Eliminatórias da Copa do Mundo 2018 estão de volta no portal Mazzuia.com. Dessa vez nossa atenção será na África, onde o futebol é jogado com paixão, velocidade, força física e com gigantescas diferenças étnicas, culturais e políticas, tornando a disputa acirrada, equilibrada e talvez a mais difícil entre todos os continentes.

Na África, além da qualificação para o Mundial, joga-se também o apuramento para a Copa Africana Nações 2017, tornando o material para as análises extenso. Vamos iniciar pelos grupos que podem levar os países africanos para a Rússia 2018, diretamente com os palpites do portal. No passo seguinte, iremos analisar o momento vivido por cada país dentro do futebol.

Grupo A
República Democrática do Congo
Guiné Conacri
Líbia
Tunísia
“Em Cheio”: República Democrática do Congo

Grupo B
Argélia
Camarões
Nigéria
Zâmbia
“Em Cheio”: Argélia

Grupo C
Marrocos
Costa do Marfim
Gabão
Mali
“Em Cheio”: Marrocos

Grupo D
Burquina Faso
Cabo Verde
Senegal
África do Sul
“Em Cheio”: Senegal

Grupo E
Congo
Egito
Gana
Uganda
“Em Cheio”: Gana

Essa fase é a derradeira, logo os campeões de cada grupo irão disputar a Copa do Mundo de 2018. Não há nenhuma vaga de repescagem, mas sim cinco seleções que farão a festa diretamente.

Grupo A
Tunísia
A Tunísia é uma seleção que é forte candidata a voltar para os mundiais. Participante em 4 edições (78, 98, 02, 06), o apogeu do seu futebol foi o título da Copa Africana das Nações em 2004. Nas eliminatórias do torneio de Nações está em 2ºlugar, os grupos também contam com 4 participantes, atrás da Libéria, o que levaria o país para a repescagem.
A Tunísia sempre é surpreendida por alguma “zebra” e os pontos fazem falta no final. Neste momento, o elenco que conta com Ben Hatira, do Frankfurt e muitos atletas do meio para frente espalhados no futebol francês, terá que conter qualquer “vaidade” para alcançar uma das vagas da África.

República Democrática do Congo
Antigamente nomeada como Zaire chegou ao Mundial de 1974 e agora vem fortalecida com o 3ºlugar da Copa da África de Nações na última edição e uma boa campanha na fase de qualificação, onde está a um empate de garantir mais uma vaga para a competição que ganhou em 1968. A maioria de seu elenco joga no próprio país e os “Leopardos” podem ser a surpresa do próximo Mundial.

Líbia
Os “Cavaleiros do Mediterrâneo” são uma seleção sem tradição, mesmo na própria África. A campanha tem tudo para ser discreta novamente, assim como seu 3ºlugar atrás de Cabo Verde e Marrocos, que culminou com mais uma eliminação do torneio continental.

Guiné Conacri
A seleção de Guiné Conacri não é a mesma de Guiné Bissau, deixando essa diferença clara apesar de serem países vizinhos, chegar até a fase derradeira já é um feito em Guiné. Nunca jogaram uma Copa do Mundo e sofrem para voltar ao torneio de seu continente em um grupo teoricamente fraco: Zimbábue, Suazilândia e Malawi, embora o elenco tenha os promissores Keita do Red Bull Salzburg e os demais jogadores espalhados na França, Portugal, Alemanha e Espanha, país de origem do técnico Luiz Fernández.

Grupo B
Argélia
Depois de chegar ao 4ºMundial (as outras aparições foram 82, 86 e 2010) e perder para a Alemanha de forma duríssima, realizando assim a melhor campanha em Copas do Mundo, a Argélia quer se firmar no grupo da “morte” diante de “pedreiras” e também tradicionais rivais.

Nas últimas convocações, apenas 4 atletas que realmente jogam no país apareceram. O destaque é Brahimi, do FC Porto. Cabe a ele a missão de organizar a criação argelina. A mescla na convocação também enrique o time de Rajevac, treinador. São 3 convocados atuando na Inglaterra (Feghouli, Guedioura, Mahrez), 6 na França (Zeffane, Tahrat, Boudebouz, Mesloub, Ghezzal, Benzai), 2 na Espanha (Mandi e Medjani) e 2 na Itália (Ghoulam e Taider). Apesar da dificuldade do grupo a Argélia tem tudo para ficar com a vaga.

Camarões
Depois de saírem invictos do Mundial de 82 com 3 empates, incluindo a forte Itália, Camarões marcou época em 1990: 5ºlugar, ganhou de Argentina e Romênia, eliminou a Colômbia e foram parar na Inglaterra, depois de perderem por 3 x 2 na prorrogação. Uma década depois, ganhou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos, conquista mais importante do país, ao lado das Nações Africanas de 84, 88, 2000 e 2002.

Apesar do elenco ter uma predominância com camaroneses que jogam o futebol europeu, alguns problemas políticos como dinheiro de premiação ou bonificações atrapalham a união da equipe, que apesar de ter uma das melhores campanhas nas pré-eliminatórias da competição continental, terá que superar os favoritos argelinos.

Nigéria
A Nigéria está fora da Copa Africana de Nações, seu grupo contava com Egito e Tanzânia, mas uma única vitória magra sobre a Tanzânia não foi suficiente, já que os egípcios avançaram. Para voltar a dominar a África, a tarefa será árdua, o ouro olímpico de 96, as 5 conquistas do Mundial sub-17 e o tricampeonato da Copa Africana das Nações 80, 94 e 2013, além do forte elenco não serão suficientes se a seleção se apresentar desunida.
Mikel, Musa, Brown, Moses e Ighalo vão lutar para evitar outro vexame.

Zâmbia
A seleção carinhosamente apelidada de Chipolopolo (Balas de Cobre), por causa da velocidade de seu jogo tem o título da Copa das Nações de 2012 após bater Costa do Marfim nos pênaltis, um momento histórico, que voltou a alegrar o futebol local, depois do avião que explodiu com a delegação dentro durante as eliminatórias da Copa de 94. A Zâmbia será coadjuvante neste grupo.

Grupo C
Marrocos
As participações nas Copas de 70, 86, 94 e 98 foram discretas, os títulos são escassos Copa das Nações Africanas 1976, Nações Árabes 2012, mas um misto de um bom futebol jogado no país quando o Raja Casablanca eliminou o Atlético-MG no Mundial Interclubes da FIFA e uma seleção formada por atletas na 1ªDivisão francesa, acendem uma chama no marroquino que sempre lota os estádios e agora quer voltar a festejar. Vale lembrar que a classificação para a fase principal do torneio continental está garantida.

Costa do Marfim
Nesse grupo impera o bom futebol, além da evolução do Marrocos, Costa do Marfim tem se tornado um participante frequente nos últimos Mundiais. Uma dessas provas são os convocados, que repetidamente falamos nos demais concorrentes, jogam no Velho Continente, porém o destaque fica por conta do papel principal que cada atleta assume no seu respectivo time.
Aos poucos a geração de Drogba, Yaya Touré, Kolo Touré, Kalou e Eboué vai se reciclando, deixando Costa do Marfim com o título de incógnita. Principalmente depois de terem se classificado para o torneio da África com uma vitória e três empates diante de Sudão e Serra Leoa.

Gabão
O Gabão tem um estranho histórico de ser uma boa seleção de base, mas não incomodar na idade principal. Caso consiga alguma improvável classificação, será pela 1ªvez em sua história. O brasileiro Jairzinho chegou a treinar a seleção entre 2003 a 2005. A seleção de Aubameyang, astro do futebol local e atleta do Borussia Dortmund, terá que jogar um futebol acima da média, pois a maioria dos convocados são apenas da 2ª e 3ªdivisão da França.
O fato de ser sede da Copa das Nações da África fará com que o país queira desenvolver cada mais seus resultados.

Mali
O país até tem aparições constantes em alguns torneios de seleção de base. Cotado para ficar na lanterna do grupo, o máximo que conseguiu foi um vice-campeonato da Copa Africana de Nações. Nesse torneio, está entre as melhores campanhas nas eliminatórias da edição atual, tendo confirmado classificação com 5 vitórias e 1 empate diante de Sudão do Sul, Benin e Guiné Equatorial. Se surpreender, será a primeira vez que vai a Copa do Mundo.

Grupo D
Burquina Faso
O país tem realizado campanhas “seguras”, mas também tem começado a incomodar os chamados grandes da África, participará da fase principal da Copa das Nações. Nas duas últimas eliminatórias haviam chances reais de classificação até a última rodada. Agora, a seleção apelidada de “Les Etalons”, isto significa “Os garanhões” terão uma equipe cujos destaques são: Koné (Lyon), Alain Traoré (Mônaco) e Betrand Traoré (Chelsea).

Cabo Verde
Um elenco “a portuguesa” para Cabo Verde, apelidada de Tubarões Azuis, somada de um presente com desenvolvimento no esporte e alguns fatores positivos: Já ocupou o 27ºposto no Ranking da FIFA, agora em 31º mas ostentando o país melhor colocado da África. Participou da Copa Africana das Nações em 2012 e agora lutará na repescagem, após ter ficado atrás de Marrocos, mas a frente de Líbia e São Tomé e Príncipe.
Seus principais nomes espalhados nas diversas divisões de Portugal, tentarão levar o país que também tem o português como idioma para a Copa do Mundo.
A federação também precisa ajudar: Na última eliminatória, uma escalação irregular fez com que o país perdesse pontos, beneficiando a Tunísia que foi a repescagem.

Senegal
Tudo indica que Senegal possa chegar a sua segunda Copa do Mundo. Na África, existem mudanças nas equipes que “comandam” o futebol a cada década. A hegemonia de um país não existe, muitas vezes influenciada por fatores externos.
O futebol alegre na Copa de 2002, rendeu uma improvável chegada até as Quartas de Final e uma campanha que deixou para trás, a campeã do mundo França, vencida por 1 x 0, dois empates diante de Uruguai e Dinamarca, uma vitória sobre a Suécia na prorrogação e a fatídica derrota para a Turquia também no tempo extra.
Surpreendida pelo Togo nas eliminatórias seguintes, a geração de Diop e Camara, passam a vez para Sané, Diagne, Diouf e para o respeitado treinador Cisse. São donos da melhor campanha nas eliminatórias do torneio continental, possuindo 6 vitórias em 6 jogos diante de Burundi, Namíbia e Níger.

África do Sul
O país da chamada África branca, tem a maioria de seus convocados no próprio campeonato local e uma crise de identidade na busca por resultados. Ficou atrás de Camarões e da Mauritânia nas eliminatórias das Nações. Agora, depois desse vexame, resta apenas surpreender em um grupo onde tudo indica que será a lanterninha. A África do Sul, conhecida como Bafana Bafana – tradução “Os Garotos”, participou de 3 Copas (1998, 2002 e 2010), sem sequer passar de fase.

Grupo E
Congo
É uma seleção sem brilho. Mesmo estando a frente do Quênia e da Zâmbia, ficou atrás de Guiné Bissau e ficou para repescagem da Copa Africana de Nações. Deve apenas fazer papel de coadjuvante nesse grupo.

Egito
Fez 10 pontos em cima de Nigéria e Tanzânia, classificando-se para o torneio do continente da África. Suas participações em Copa do Mundo, 1934 e 1990, ambas na Itália, terminaram sem vitórias. Mesmo assim a Squadra Azzurra perdeu para o Egito em 2009, por 1 x 0, pela Copa das Confederações.
Liderados por Elneny do Arsenal e Salah, podem incomodar Gana  ou até tirar a vaga da Copa.

Gana
A seleção de Gana tem títulos, Mundial de Futebol Sub-17 e Sub-20, Copa das Nações Africanas e Copa da África Ocidental. Aliás o último título de Nações foi apenas em 1982, apesar do forte crescimento do time liderado por Boateng, atualmente servindo ao Las Palmas.
Neste torneio continental a relativa facilidade de Gana sobre os adversários (Moçambique, Ruanda e Ilhas Maurício), mostra que a renovação tem sido regular. Muitos problemas de prêmio, conflitos com a federação e até idade, afastaram Asamoah Gyan, Muntari e Appiah. Agora, os “Estrelas Negras” contam também com força e velocidade nas transições para repetir o jogo que deu trabalho para a Alemanha na Copa do Mundo. É bem possível que avance sem maiores dificuldades.

Uganda
Terminou com uma campanha idêntica a Burquina Faso, inclusive no número de gols feitos e sofridos para a Copa Africana das nações. Sem nunca ter participado da Copa do Mundo, a seleção recheada de atletas locais tentará surpreender o mundo. Algo um tanto quanto improvável.

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