Eliminatórias – Guia Concacaf (América Central e Norte)

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As eliminatórias continuam a todo vapor no portal Mazzuia.com e para atualizar nossos relatórios separados por continente vamos falar sobre a América do Norte, lançando assim o Guia CONCACAF.
Nossas informações demoraram para ser divulgadas, porém foi propositalmente. Esperávamos o fim da 3ªfase para que os prognósticos tivessem mais precisão, uma vez que o Hexagonal Final está formado.

Das 6 seleções que tentam prosseguir a Copa do Mundo da Rússia 2018, somente 3 seguirão diretamente e o 4ºlugar jogará a repescagem. Serão 10 rodadas entre Novembro de 2016 a Outubro de 2017. Vamos conhecer um pouco sobre cada uma das seguintes nações: Estados Unidos, Trinidad e Tobago, Costa Rica, Panamá, México e Honduras.

Apesar da tabela não ter sido definida, nosso Guia Concacaf seguirá a ordem das chaves da fase anterior:
México – Vindo do grupo A os mexicanos chegam com campanha impecável, foram 16 pontos de 18 possíveis, excetuando o empate diante de Honduras por 0 x 0, venceu a mesma 2 x 0 fora, batendo também El Salvador por 3 x 0 e 3 x 1 e Canadá 2 x 0 e 3 x 0. Mesmo sofrendo apenas um gol, a seleção mexicana terminou com a melhor defesa dessa etapa.
Depois de alguns resultados ruins que ameaçaram a participação do último Mundial, Osório, técnico ex-São Paulo, muito organizado, capacitado e inteligente “aprumou” o país. Agora a lista de convocados tem menor variação, permitindo entrosamento e sinergia. Os títulos das edições da Copa Ouro e da Copa Concacaf em 2015 trazem uma comprovação também a nível de resultados.
A maioria dos atletas disputa o Campeonato Mexicano que tem melhorado nos últimos anos. As exceções, aproximadamente um terço da equipe) mais frequente nas convocatórias são: Ochoa (Granada), Moreno (PSV Eidhoven), Layún (FC Porto), Reyes (FC Porto), Guardado (PSV Eidhoven), Herrera (FC Porto), Jiménez (Benfica), Corona (FC Porto).

Honduras – O empate frente ao México por 0 x 0 garantiu os hondurenhos na fase final das eliminatórias. O resultado foi importante, porque a classificação veio somente na rodada derradeira, totalizando 8 pontos. Quando jogou em casa, perdeu 2 x 0 para a seleção de Osório, já os demais resultados 2 x 0 e 2 x 2 diante de El Salvador e uma vitória frente ao Canadá 2 x 1, fora de casa, os canadenses ganharam 1 x 0 e quase estragaram a festa de Honduras.
A maioria dos atletas atua em Honduras e até o momento apenas dois dos convocados atuam no futebol europeu: Najar (Anderlecht) e Mejia (Panathinaikos). O objetivo é chegar a mais uma Copa do Mundo, pois Honduras está presente desde 2010.

Costa Rica – Uma seleção que impressionou no Mundial 2014, além de seus 3 títulos da CONCACAF (63, 69 e 89), Los Ticos como são apelidados melhoraram sua colocação de 31º na edição da Alemanha para 8º no Brasil. Deixaram para trás as seleções de Inglaterra e Itália na fase de grupos, eliminaram a Grécia e perderam nos pênaltis para a Holanda. Mais do que resultados, sua variação tática entre 5-3-2, 5-4-1 e uma transição ofensiva em 3-5-2, foi uma aula de estratégia e organização.
Consolidando a boa fase, o número de atletas no futebol europeu tem aumentado: Gamboa (Celtic), González (Palermo), Duarte (Espanyol), Oviedo (Everton), Borges (La Coruña), Ruiz (Sporting), Ureña (Brondby), Campbell (Sporting / Arsenal), assim com o domínio apresentado sobre os adversários até então. Foram 3 vitórias em casa Panamá (3 x 1), Haiti (1 x 0), Jamaica (3 x 0) e 2 vitórias como visitante Panamá (2 x 1), Haiti (1 x 0), além do empate 1 x 1 contra a Jamaica, totalizando 16 pontos.

Panamá – A seleção do Panamá repete o feito de ter alcançado o Hexagonal Final, assim como nas eliminatórias da Copa disputada no Brasil e podemos dizer que com relativa facilidade. Participante do mesmo grupo da Costa Rica, a seleção bateu o Haiti e a Jamaica por 1 x 0 e 2 x 0, respectivamente. Longe de casa, ganhou do Haiti 2 x 0, mas perdeu para a Jamaica pelo mesmo placar.
Nessa chave, além de Costa Rica e Panamá, a Jamaica também havia conseguido chegar na fase decisiva da última vez.
Sem nunca ter chegado a uma Copa do Mundo, o Panamá quer pelo menos chegar a repescagem e manter seu país motivado, mesmo sem ter grandes nomes no futebol mundial. Os atletas mais convocados estão espalhados por toda a América.

Estados Unidos – O Guia Concacaf aqui elaborado, poderia focar os EUA e elogiar a forma como o futebol cresce no país, o exemplo de marketing e organização em eventos que fazem com que o público aumente bastante na MLS Soccer. A liga norte americana conta com “draft” para selecionar talentos, jogadores veteranos renomados com salários milionários e um teto de folha de pagamento por equipe. Entretanto, o Guia Concacaf prefere analisar a parte de dentro do campo e essa deixa a desejar.
As goleadas em casa diante de Trinidad e Tobago e Guatemala por 4 x 0, além dos 6 x 1 sobre São Vicente e Granadinas, somados os triunfos em cima de Guatemala 2 x 0 e São Vicente e Granadinas 6 x 0, não mostram a fragilidade e o futebol previsível apresentado, algo visível frente a Trinidad e Tobago, fora, 0 x 0.
A seleção americana sofre o mesmo problema que seu técnico Jürgen Klinsmann tinha na Alemanha antes da Copa 2006. Poucas variações táticas, estratégias não eficientes e um entendimento baixo do jogo. Talvez seja hora de renovação, pois as jovens apostas são convocadas nas partidas teoricamente mais “fáceis”.
Participante em 10 Copas do Mundo, sendo 7 consecutivas, isto é, presente no Mundial desde 1990, a seleção norte americana corre o risco de não se classificar, caso soluções não sejam encontradas.

Trinidad e Tobago – O “visitante indesejado” será a seleção que fechará o Guia Concacaf. Depois de vencer Guatemala (2 x 1) e São Vicente e Granadinas (3 x 2) e garantir classificação para o Hexagonal, Trinidad e Tobago terá uma “parada dura”. A exceção da Jamaica que ficou fora, todos os outros 5 países já tinham chegado nesta fase na tentativa de virem ao Brasil, assim as seleções adversárias tem um pouco mais de experiência.
Querendo repetir o sucesso de 2006, quando disputaram a Copa pela primeira vez e ainda roubaram ponto da Suécia (0 x 0) e perderam para a Inglaterra apenas nos minutos finais, a seleção é uma verdadeira escolha de atletas espalhados no Reino Unido, principalmente 2ª e 3ª divisão inglesa. Os experientes Dwight Yorke, Latapy, Lawrence e Andrews foram grandes destaques em 2006 e inspirarão o sonho da geração atual.

Após nossas análises, acreditamos na classificação direta de México, Costa Rica e Honduras. Por fim, a surpresa seria Trinidad e Tobago voltar a repescagem, eliminando assim as chances dos EUA.

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