Portuguesa Santista – O Renascimento

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A Portuguesa Santista foi fundada em 20 de Novembro de 1917 na cidade de Santos, com o nome de Associação Atlética Portuguesa e sempre foi um time muito querido em toda a região da Baixada Santista, assim como seu rival Jabaquara.

Um dos ápices da Briosa foi a conquista da Fita Azul de 1959, na época uma condecoração dada pela CBD a times que representavam o Brasil no exterior. O sucesso do clube de Santos, local de muitas famílias de tradições portuguesas se estendeu a África do Sul, pois foram 15 vitórias em 15 jogos, além talvez da maior conquista da excursão: A luta contra o racismo.

Alguns clubes na época, aliada a forte política daqueles tempos na África não aceitavam jogar contra um time que tinha atletas das mais variadas etnias.

Avançando pelo tempo, vamos relembrar o Campeonato Paulista da Série A2 de 1996, onde a Portuguesa Santista tinha um orçamento limitadíssimo e a ideia era contar com alguns atletas já renomados e formados nas categoria de base com o intuito de “apenas” salvar a Lusa de Santos do rebaixamento. Entretanto, o planejamento foi muito acima do esperado e de forma surpreendente a Briosa voltou a elite do futebol. O vice-campeonato era uma prova de amor e identidade de heróis que tinham “caminhos” melhores para escolher, mas jogaram com amor, agradecendo a oportunidade que a AA Portuguesa dava a eles no esporte.

De acordo com o cronista esportivo, Walter Dias, o elenco da época era formado por: Claudinei, Gersinho, Emerson (goleiros), Fernando Matos, Toninho Carlos, Otacílio, Ronaldo e Carlos Alberto (zagueiros), Balu, Paulo Robson, Davi, Wagner, Pita, Haroldo e Ventura (laterais), Léo, Calazans, Márcio Fernandes, Beto, Paulinho, Vander, Rodrigo, João Mauro, Paulinho Júnior e Da Silva (meio campistas), Celio, Dinei, Carlinhos, Neizinho, Lalá, Marquinhos e Carioca (atacantes). Já a diretoria e comissão técnica: Serginho Chulapa e Nenê Belarmino, Auxiliar Gilberto Costa. Rogério de Almeida e Celso Diniz (Preparação Fisica), Auxiliares, Tarcisio e Vitor Del Vecchio, Pedrinho (Treinador de Goleiros), Araras e Renato Serpa de Ponte (Diretores de Futebol), Ararinha(Supervisor) Manolo (Massagista), Ely e Edmilson (Roupeiros). Carlos Alberto, presidente, Manoel Ruas Paulo, Vice de Esportes. Faziam parte da diretoria, Dr. Nelson Barbosa Duarte, Joaquim Lourenço de Carvalho, José Ignácio e Luciano Menezes dos Anjos. José Ciaglia era presidente do Conselho e Manoel Antonio Marçal, presidente do COFA.

Entre 1997 a 2006 a Briosa se manteve na Série A1 do Paulistão, realizando feitos memoráveis, jogou Copa do Brasil, Série C e alcançou o 3ºlugar do Paulistão de 2003, batendo o Santos de Diego e Robinho, empatando com o São Paulo no Morumbi, confirmando o seu rótulo de ser “uma pedra” para os times de maior torcida do estado.

Alguns rebaixamentos levam a Portuguesa Santista a beira de ficar extinta: 2006 – Série A1, 2009 – Série A2, 2010 – Série A3. Isto significava jogar a última divisão do estado. No ano de 2011, alcançaram o 5ºlugar e se beneficiariam com o erro do Barretos que utilizou jogador com contrato vencido, mas a Justiça impediu qualquer punição ao time da terra dos rodeios.

Depois de amargar o último lugar geral da 4ªdivisão de São Paulo em 2012, ter o terreno do estádio Ulrico Mursa envolvido em uma confusa história de proprietário, venda e uma possível construção de um Shopping, ainda depois de uma arena de futebol que interessaria a todos os times da região e por fim ver meios de comunicação dizerem que a Santista vivia de renda de shows ou aluguel desse espaço, sua torcida pode cantar e fazer uma festa na cidade de Santos.

A Portuguesa Santista renasceu, ressurgiu e enfim calou a “meia dúzia” que desejavam o seu pior. É como se Santos acordasse hoje mais rubro verde e mais alegre.

Em 2016, a equipe de raízes lusitanas conseguiu voltar para a Série A3, depois de realizar uma campanha impecável: 9 vitórias e 5 empates na fase inicial. Já na 2ªetapa venceu 4, empatou e perdeu uma, por sinal, para o Desportivo Brasil, outro finalista e promovido. Finalmente, tirou Mauaense e Taboão da Serra na parte eliminatória da competição para consolidar o feito.

A Briosa foi empurrada por 3.127 torcedores, um recorde de público da divisão nesta temporada. Quem foi ao Ulrico Mursa assistir o confronto decisivo esperou até Lucas Lino empatar a partida no minuto 85′ para fazer a festa. Antes Kaká marcou aos 44′ para o Taboão e o estádio ficou apreensivo. O placar de 1 x 1, era favorável aos santistas, depois de vencerem a partida de ida, 1 x 0.

Parabenizamos a Portuguesa Santista por mais essa conquista e fazemos votos para que o clube alcance a 1ªDivisão em breve, local de onde não merecia ter saído.

Para ver alguns momentos da festa veja o vídeo no YouTube que mostra também a recepção da torcida Força Rubro Verde. Os direitos de filmagem pertencem ao canal O Curioso do Futebol:

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