Treinadores: Lei Caio Júnior – Por um Novo Futebol!

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12/01/2017
Chapecoense: Demerson
13/01/2017

Treinadores, como estão? Não muito bem, não é verdade? No mínimo inseguros, preocupados, ansiosos e habitualmente pressionados. Claro que muitos querem ganhar, cobrando de si mesmo sempre o melhor, mas com alguns estaduais rolando desde 11 de janeiro, sendo um “tiro curto” nas fases preliminares, o risco de troca no comando é maior. Assim você pode ficar sem emprego logo, talvez até sem trabalhar 2017 quase inteiro, mas tenha calma, a Lei Caio Júnior veio para mudar isso!

Desde 2014 ou até mesmo antes, a Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol está pleiteando uma grande melhoria para o nosso esporte preferido no Brasil. O projeto da Lei 7560/14, prevê direito aos técnicos, muitas vezes marginalizados e menosprezados, ficando a deriva, dos diretores despreparados, além daqueles aventureiros que ganham cargos por amizade.

Não estamos aqui, criando uma história triste, mas quando o time perde, muitas vezes existe um único culpado, o comandante. Mas quando esse clube é campeão? Os jogadores são maravilhosos, mas os treinadores continuam esquecidos. Na foto antes do jogo, nos álbuns de figurinha e até mesmo na hora do pódio, de receber a Medalha dos Jogos Olímpicos, eles não fazem parte. Esse “buraco” é profundo, pois ninguém questiona um médico na cirurgia, nem um padre em suas palavras, mas já o técnico…

ESPERANÇA
A Lei 7560/14, nomeada Lei Caio Júnior, um dos que mais apoiou o projeto ao lado do líder Vagner Mancini (confira mais sobre o assunto, na entrevista para nosso portal Mazzuia.com) vinculada ao deputado José Rocha, trará regras fixas de trabalho a esses profissionais do futebol:
Algumas alterações serão realizadas se comparado a Lei 8650/93 dos Treinadores – Nela o prazo máximo de contrato são 2 anos, mas não existe o prazo mínimo, que de agora em diante pode passar a 6 meses.

Existirá a verba indenizatória, que permita ao profissional receber um valor equivalente aos seus salários até o ganho equivalente do final de contrato previsto.

As concentrações, viagens e pré-temporadas também gerarão acréscimos de remuneração, aliado a um dia de folga semanal, se possível pós partida.

Já nos contratos dos técnicos profissionais, não será mais válida a Consolidação das Leis do Trabalho, que permitia prazo indeterminado.

O treinador poderá se recusar a trabalhar, caso o atraso salarial esteja próximo de 2 meses, podendo ainda escolher outro clube se a inadimplência dos ordenados, recolhimento de FGTS ou INSS igualar 3 ou mais meses.

Todos estes pontos são chaves, mas um é ainda mais brilhante: Cursos serão obrigatórios, mesmo para ex atletas, já que hoje, não existe nenhum controle sobre o requisito mínimo dos comandantes. Mesmo para realizar cursos, será exigido comprovação de 3 anos seguidos ou 5 alternados para a formação ser aceita.

Os atletas também serão beneficiados: Descanso mínimo de 66 horas, pré-temporada depois de férias com 30 dias de duração, retirando ainda a proibição dos jogos entre 11h ás 17h no verão. Lembramos que os jogadores, terão direito a voto na hora da elaboração do regulamento dos torneios.

Confira o andamento da Lei

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