Álvaro Miguéis – Entrevista Exclusiva com o treinador do Atlético Acreano

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O técnico Álvaro Miguéis está consolidado entre os melhores da profissão, o jeito estudioso e determinado, geram uma sinergia com seus atletas, tornando o Atlético Acreano um time organizado, representante do futebol moderno com exibições envolvendo disposição, pressão e toque de bola.

As história da “dupla” Álvaro Miguéis – Atlético Acreano, se fundem com um Galo Carijó difícil de ser batido: 69 jogos – 44 vitórias, 12 empates, 13 derrotas, 156 gols feitos, 64 sofridos.

Os números citados representam o bi-campeonato acreano 2016 / 2017 e um feito inesquecível: Acesso da Série D para a Série C do Campeonato Brasileiro.

Como definir mais sobre o técnico? Em 2011, Álvaro Miguéis conseguiu levar o clube para a Copa São Paulo de Juniores, quando ainda trabalha na base, mas a melhor resposta está na entrevista com Manoel Façanha – ACEA Esportes em 2016:
“O futebol representa tudo para mim. É a maior diversão. Eu assisto futebol direto pela televisão. E quando não estou assistindo, eu estou treinando algum time ou, no mínimo, conversando sobre o assunto. Eu desde criança sou fanático por futebol. Tanto que tinha vez que eu fugia de casa para jogar. E, na volta, era uma surra na certa. Mas nem assim eu desisti. Pelo contrário, penso que evoluí”.

É difícil dissociar o homem do futebol, pois o treinador respira o esporte desde jovem, foi atleta das categorias de base, chegou ao profissional em 1984, mas duas interrupções ocorreram na sua carreira: Serviço Militar e um acidente de moto.

Mesmo assim, Álvaro Miguéis preparou sua carreira de técnico, se formou em Educação Física, realizou estágios e ao tirar o Atlético da fila de 25 anos sem vencer o Estadual em 2016, usou garotos…Justamente os jovens, que tornaram-se os “Homens do Acre”, ao repetirem o feito em 2017, com direito ao acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro!

Entrevista Exclusiva
Álvaro Miguéis, agradecemos a oportunidade da entrevista e parabenizamos você pelos seus feitos.
Hoje você é um dos treinadores que mais utiliza as categorias de base no Brasil, como são os cuidados para promover os jovens? Quando sabemos que ele está apronto para esse passo maior?
No meu caso foi mais fácil, porque esse projeto já existe há quase quinze anos. Alguns iniciaram comigo aos nove, dez anos.
Em 2012 estreamos no profissional e alguns ainda tinham dezesseis anos. Eles não estranharam, porque jogamos cinco Copa São Paulo Juniores, que lhes deu muita experiência. Sempre enfrentamos grandes equipes e isso nos ajudou muito pelo alto nível dos adversários


O Atlético Acreano quase conseguiu o acesso em 2016, para depois confirmá-lo em 2017, provando que nada foi por acaso. Sabemos que muitos adversários com poder financeiro elevado ficaram para trás. Qual foi o diferencial do Galo Carijó?
Fiquei três anos fora do futebol e pude estudar bastante, sempre assistindo aos jogos das divisões inferiores, porque sabia que um dia voltaria novamente a comandar um time na Série D.
Em 2012 liderava e invicto com o melhor ataque quando saí. O fato de termos um padrão de jogo ofensivo, sempre buscando a vitória nos ajudou bastante. Como já foi dito, jogamos juntos há anos!


Dentro das diferentes realidades do futebol brasileiro, um treinador bem sucedido é aquele que consegue adaptar a metodologia ao contexto vivido no cotidiano. A sua sequência de resultados prova esse talento. Há diferença na preparação entre Estadual e Campeonato Brasileiro?
Quando iniciamos a pré temporada já pensamos no Brasileiro. Sempre trabalhando forte e procurando colocar a nossa mentalidade de futebol. Porém, as nossas condições não permitem trabalharmos da forma que poderíamos, porque não temos campo para treinar . Aliás, temos, mas é só um terrão com muitos buracos e muita lama por causa do inverno amazônico.

A forma com a qual você trabalha é singular. Percebemos que não existe “cópia” do que outros treinadores fazem, mesmo assim você não para de estudar. Quando alguém atinge um patamar Estadual e em seguida caminha “a passos largos” para o nível Nacional, como você tem conseguido, qual é a melhor forma de se capacitar ou estudar para selecionar uma metodologia?
Passei anos na beira do campo com meu pai (foi treinador) quando eu era criança. Muito do que aprendi foi com ele. Cheguei a ficar mais de trinta horas assistindo futebol por final de semana e desenvolvi meu método de jogar.

Aqueles que não conhecem o clube, duvidam da capacidade do time, já os que analisam futebol sabem que o time acreano não é limitado… Até onde o Atlético Acreano pode chegar? Quais são as metas? 
Os amigos que fazemos no futebol quando nos visitam em nosso campo de treinamento tem vontade de chorar devido às nossas condições. Recentemente, um dirigente de um clube da Série A esteve em nosso campo e disse que se não estivesse ali vendo nossa realidade, não acreditaria, mas espero que possamos disputar para subirmos de divisão.

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