Eurico Miranda – “Casaca, Casaca, Casaca…A Turma é boa, é mesmo da Fuzarca, Vasco, Vasco, Vasco!”

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Resumo: Eurico Miranda nos deixa no ano de 2019, épocas com grandes perdas, dentre elas a do antigo presidente do Vasco da Gama, que recebe aqui nossa homenagem!

Aos 74 anos, Eurico Miranda continuará vivo na história do Gigante da Colina e nas lembranças de todos seus admiradores. O ex-dirigente, foi vítima de complicações secundárias de um câncer.

Para ajudar o Vasco a crescer cada vez mais, o homem forte do clube lutou contra muitas forças que tentavam denegrir ou prejudicar a agremiação em seu cotidiano, fato este que gerava algumas matérias inventadas por parte de amadores que sem nenhum estudo, se diziam “Imprensa”.

No seu dia a dia, conforme relata a revista Piauí, sua preocupação era futebol, o tempo todo!

Sendo assim, resolvemos relembrar alguns episódios que marcaram época e foram resolvidos com muita inteligência, sejam eles “folclore” ou não.

Desde 1967 no clube, como diretor de Cadastro, seu crescimento foi imensurável.

1969
Vice-presidente de Patrimônio, ficou famoso pelo dia que a energia falhou, quando Reinaldo de Matos Reis, então presidente, poderia ter seu mandato caçado. Dizem as “fofocas”, que foi Eurico, o responsável por desligar a luz.

1980
Foi o principal responsável por repatriar o ídolo, Roberto Dinamite.

1988
Participou da venda de Romário para o PSV, da Holanda e no ano seguinte da compra de Bebeto, tirado do maior rival, Flamengo.

1997
Polêmicas maiores acontecem, mas Eurico Miranda, ainda na gestão presidencial de Antônio Soares Calçada, protege o Vasco: Uma denúncia “abafada” pela imprensa foi publicada – Houve a tentativa de compra do Campeonato Brasileiro. Havia dinheiro em jogo para o Vasco perder, proposto através de um fax.

Dentro de campo, o time cruzmaltino “voava”, Edmundo bagunçava os adversários, 29 gols em 33 partidas, maior artilheiro daquele modelo de Campeonato Nacional, até então. O torneio viu um show no Flamengo, 4 x 1, o Fluminense ser novamente rebaixado e uma interpretação magnífica do regulamento: O “Animal” estava suspenso pelo 3ºcartão amarelo, não jogaria a final, mas foi expulso, atuando no dia da Volta Olímpica, através de efeito suspensivo.

1998
Luizão chegou em 1998 para ajudar na Libertadores, que até tinha começado difícil para o Vasco. Na fase de Grupos, a recuperação veio ao ganhar 3 partidas consecutivas, ou seja, os jogos de volta para garantir a classificação. Algumas fases depois, nada de Maracanã, a final foi no próprio estádio, São Januário e o representante brasileiro foi campeão, após fazer 2 x 0 e empatar fora, 0 x 0.

O ano do centenário foi magnífico e fez Eurico, ainda mais forte no aspecto político.

1999
A partida entre Vasco x Paraná foi marcada por uma arbitragem “difícil”. Vamos aqui usar essa expressão, para evitar conflitos, afinal o árbitro daquela partida, estava em dia pouco inspirado, mas Eurico Miranda colocou o duelo no eixo: Entrou em campo na partida número 500, onde um pênalti não marcado para o Vasco, que ainda teve Juninho expulso por simulação, fazia o encontro desandar.

Ali ficou claro mais uma vez, ninguém prejudicaria o Vasco, seja por erro, seja pelo que for!

2000
Ano da João Havelange, na verdade, ano do Vasco! Toda temporada com Eurico, era sinônimo de briga por títulos e vale lembrar que existia muita força na Natação, Basquete, Vôlei, entre outros. Os atletas dos Jogos Olímpicos que representaram o Brasil, eram em sua maioria do clube!

As estrelas das demais modalidades brilhavam, mas certamente que o hino do Vasco estava entre as “músicas” mais tocadas do Rio de Janeiro!

A épica final da Copa Mercosul, quando o estado de São Paulo foi silenciado pelos gritos de: “Casaca, Casaca, Casaca, a turma é boa, é mesmo da Fuzarca, Vasco, Vasco, Vasco”.

Tudo porque no jogo decisivo, o Palmeiras abriu 3 x 0, mas jogando como uma máquina, o Gigante da Colina virou, 4 x 3.

Esse encontro ficou conhecido como a virada do século.

Voltando a citada João Havelage, o Campeonato Brasileiro daquele ano, teve um momento inesquecível além do título. Após a confusão, onde parte do alambrado cedeu em São Januário, segundo o folclore com mais de 50 mil vascaínos, uma vez que o São Caetano não mandou fax solicitando carga de ingressos, a decisão ficou para Janeiro de 2001.

Dois técnicos, podem ser lembrados: Oswaldo de Oliveira, demitido na Semifinal, por um comportamento que pouco agradou ao presidente e Joel Santana que levou os dois títulos

Dessa vez no Maracanã, o “Azulão” não viu a cor da bola, mesmo após campanha que eliminou times como o Fluminense, convidado para o módulo Azul, equivalente a Série A pelo próprio Vasco. Na final, uma surpresa: A equipe usou SBT na camisa como um presente ao apresentador e dono do canal, Sílvio Santos.

Contestado, Eurico citou o que a lei exigia: Não poderiam existir contratos que exibissem outra marca de Televisão na camisa, logo, ele estava certo! Não houve nenhum termo no papel e a marca SBT ainda foi valorizada, por erguer o título de campeão conjuntamente com o Vasco!

Fugimos da ordem cronológica dentro do ano 2000, mas o torcedor vascaíno não se esquece jamais: Romário e Edmundo atuaram juntos no início da temporada no Mundial de Clubes e a dupla acabou com o todo poderoso Manchester United, 3 x 1, fora o baile!

Alguns anos mais tarde, o Gigante da Colina apareceria em música de “ódio” da torcida dos “Diabos Vermelhos”:

Ovos de Páscoa
Ano 2000 interminável! Campeão da Taça Guanabara invicto, o Vasco levou o título perto da Páscoa. Na entrada, os torcedores ganhavam ovos de páscoa e a goleada na final diante do Flamengo, 5 x 1, fez os fãs gritarem: “Uhhh é chocolate”.

As mãos de Eurico Miranda puxavam no túnel o cântico, que resumiu o dia: “Ovos para a torcida e chocolate para o Fla!”

2004
O Vasco precisava vencer o Atlético-PR, 1 x 0 e conseguiu, se safando do risco de rebaixamento. A torcida do Furacão chegou apenas no 2ºTempo, uma vez que os ônibus ficaram parados na altura da Avenida Brasil.

Tinha goleiro “novo”, Henrique fazendo o gol com “muita raiva” e uma história que poucos sabem se é folclore ou não: O presidente do Vasco, disse aos próprios jogadores do Furacão, que não haveria nenhum rubro-negro sendo campeão.

Craques
Marcado pelos “olhos clínicos”, Eurico Miranda sabia “trazer um jogador para resolver os problemas do Vasco”. Entre atletas escolhidos a dedo como foram Luizão, Petkovic, Ramon, na temporada 2004, há quem diga que Marcelinho Carioca estava acertado com o Fluminense, mas uma carona no aeroporto, após volta do Oriente Médio, cravou sua segunda passagem em São Januário.

Durante o percurso, supostamente ao lado de Eurico Miranda, a apresentação mudou das Laranjeiras para a Colina!

Frases
Com a expansão da internet, outros grandes vídeos e momentos, podem ser acessados com maior facilidade. Lembramos algumas frases de Eurico Miranda, para encerrar a homenagem, tão marcantes como o cruzamento de Leo Lima de letra, para cima do Fluminense em 2003:

“Em Brasília não sou representante do povo. Sou representante do Vasco. Não prometi água, habitação, luz, nada”.
Eurico Miranda foi eleito deputado federal em 1994 e reeleito em 1998.

“Se no Brasil existirem apenas cinco grandes clubes, o Vasco estará entre eles. Se existirem apenas três, lá estará o Vasco. E se existir apenas um grande clube, este será o Vasco”.

Descanse em paz, Eurico Miranda!

 

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