Maurício Noriega: “Overdose dos “professores”​ no futebol”

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Resumo: Maurício Noriega, publicou um conteúdo muito interessante no LinkedIn, principalmente na ótica reflexiva. Veja o conteúdo:

Quando foi que os treinadores tiraram dos jogadores o protagonismo no futebol? Hoje as estrelas são os profes, “mister”, “maestros”. Nada contra. São importantes no processo, mas não são os mais importantes.

Há uma overdose de importância dedicada ao trabalho dos treinadores, à questão tática, aos números, análise de desempenho, estratégia. O jogador foi deixado em segundo plano. Felizmente temos Messi, Cristiano Ronaldo, Suárez, Neymar, Cavani, Hazard, De Bruyne, grandes jogadores que nos lembram de vez em quando que o jogo é fundamentalmente deles.

Há uma boa dose de culpa da mídia esportiva nesse quadro. Excesso de vontade de demonstrar erudição e fornecer uma avalanche de informações que não significam conhecimento.

A impressão que fica é que tudo que acontece no futebol tem o dedo ou a mente do treinador por trás.

Grandes treinadores já cansaram de dizer que o percentual de participação do treinador está na casa dos 30%.

Com essa supervalorização dos treinadores me parece que, fundamentalmente aqui no Brasil, temos cada vez menos jogadores decisivos, capazes de tomar decisões ousadas, de contestar orientações que não estão dando resultado e apresentar alternativas.

Quando a estratégias proposta e trabalhada não encaixa ou é contestada por fatos do jogo, inclusive aleatórios e casuais, quantos dos nossos jogadores são capazes de fazer uma leitura rápida da situação e aplicar o antídoto em campo e propô-lo ao treinador?

Isso resulta em jogadores cada vez mais mecanizados e repetitivos, com pouca capacidade de improvisação e evidentes dificuldades técnicas e de fundamento que não são devidamente corrigidas na base, etapa em que se deve trabalhar a formação técnica e individual do atleta com muito carinho.

Ao final dos jogos, os treinadores expõem suas teses e suas posições e não são contestados. O que pode e deve ser feito de forma democrática, educada e com argumentos. Proliferam as teorias de que um jogo horrendo foi bom, disputado e que houve mais posse de bola etc.

Os jogadores são blindados, raramente falam sobre o tema.

Não surpreende que, mesmo que muitas vezes tenham capacidade técnica e financeira inferior, equipes argentinas e uruguaias derrotem as brasileiras. Os jogadores argentinos e uruguaios têm melhor compreensão tática e estratégica do jogo, são mais capazes de executar uma estratégia e fazer uma leitura do jogo e do adversário.

Isso advém de um nível educacional e, também, do ensino de educação física das escolas mais avançado que o do jogador brasileiro.

Papo para muitos debates mais profundos e sérios que a média geral da discussão sobre futebol no Brasil.

Acesse o Link direto de Referência!

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